domingo, 10 de julho de 2011

Meia Maratona de Curitiba

Primeira Meia Maratona de Curitiba
Um dia muito frio(3 C.) e ótimo para correr recepcionou os atletas. Ainda estava escuro quando cheguei. Aguardei um pouco dentro do museu para me proteger do frio e só saí de lá para o aquecimento.
Dessa vez não tinha meta de tempo nem fiz uma semana de descanso. Ontem treinei forte (pedalei e nadei) e fui pra prova para ver o que dava. Ainda por cima larguei forte rodando abaixo de 5min/km até o km8 quando comecei a sentir dores no joelho direito (pelo menos mudou de lado). Ainda consegui manter o ritmo até o km15(passei os 10 primeiros abaixo de 50, quem diria?). E depois quebrei...
Me arrastei até o fim da prova passando por pontos que trazem boas recordações. No km18 passei na frente da casa da minha mãe, onde morei 10 anos.
Fechei a prova com 1h:52min, tempo um pouquinho pior do que a de Floripa, mas adequado aos treinos que fiz.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Meia Maratona de Floripa



Minha preparação para a primeira meia maratona havia se iniciado em março, de forma que aumentei gradativamente os volumes(longões) sempre com alguma dificuldade: 15, 17 e 19 km.

Nos treinos de ritmo procurei usar sempre provas intermediárias de 10 km e nos intervalados procurei correr sempre abaixo de 4:30min/km. Fiz, ainda, um teste de fogo correndo as 10 milhas, no fim do mês passado, em ritmo de meia-maratona e tudo foi bem, exceto os joelhos, que sentiram bastante.

Uma das minhas metas para este semestre era participar da meia-maratona de Floripa, a outra era fazer um tempo menor que 1h50min nos 21km. Eu sabia que por ser razoavelmente plana, poderia conseguir atingir os dois objetivos. No entanto, nas duas últimas semanas consegui correr muito pouco, pois tive que poupar os joelhos e procurei manter a capacidade aeróbica apenas nadando. Ainda na última semana não consegui dormir nenhuma noite inteira devido ao meu filho ter ficado doente.

Assim, fui receoso para a prova. Estava um pouco cansado, fora do pico máximo de condicionamento e com os joelhos doendo.

A promessa dos organizadores era de que a prova fosse "fria como Nova York, rápida com Berlin, bonita como Floripa".

Bem, a temperatura estava próxima dos 20 graus, o que deve ter limitado um pouco o rendimento geral principalmente porque estou acostumado a correr até no máximo 10 graus, no inverno, mas não estava chovendo nem tampouco nublado o que tornou de fato a prova muito bonita por ser á beira-mar.








A largada foi antecipada para as 7:30h e contou com 6000 participantes que disputavam também provas intermediárias de 5 e 10 km.


Eu sabia que tinha que disputar a prova de maneira inteligente e programada e não como nos 10km em que se sai à toda e procura manter até o final o mesmo ritmo.


Planejei correr a um ritmo de 5min/km até o km8, e depois passar a 5:20 até o vigésimo, deixando ainda o último km para correr a 6min/km. Era uma estratégia com split positivo mas conservadora. Eu tentaria alcançar meu objetivo no início da prova e dependendo de como os meus joelhos se comportassem, manteria até o final. Se algo desse errado eu simplesmente andaria até o final da prova.

Assim, dada a largada, mantive-me disciplinadamente a 5min/km até o km6. Nos kms 7 e 8 escorreguei um pouco perdendo alguns segundos mas recuperando até o km 10. Até aí estava muito tranquilo sem cansaço, sem dores e com respiração tranquila.

Dos km 10 ao 13, já comecei a sentir um pouco de cansaço e perda de concentração. Por incrível que pareça, as paradas para hidratação, que são muito importantes neste tipo de prova, acabam gerando desconcentração e perda de ritmo. Assim, a vantagem conseguida no início da prova começou a cair lentamente. Quando cheguei ao km 16 já estava realmente cansado embora ainda não exausto. Infelizmente, tinha ainda que enfrentar algumas subidas no acesso e na ponte que me desgastaram ainda mais.

Eu tentei aumentar o ritmo para fechar com folga mas meu corpo não conseguiu responder. Embora, a capacidade aeróbica estivesse ótima, o ritmo cardíaco já estava próximo de meu limite máximo e indicava o meu sofrimento.


Dos km 17 ao 20 cheguei ao máximo (185 bpm). Eu sabia que não poderia suportar muito tempo assim mas insisti. Eu não tinha mais folga no relógio pois tinha rodado a 5:30 nos últimos 2 km por causa das subidas. Assim quando iniciei o derradeiro quilômetro já enxergava a linha de chegada. Fechei o km 21 no tempo de 1h:49min:36s. Exatamente 24s abaixo do previsto. Mas para variar ainda não tinha chegado ao fim da prova pois havia mais 400m até a linha de chegada. Fechei a prova com 1:51:30, completamente exausto. Tive dificuldade até para continuar andando.



A exaustão limita qualquer comemoração. Levei uns quinze minutos para me recuperar me hidratando e me alimentando no camarote da O2.

Fatos interessantes e observações:

- Ritmo cardíaco máximo com respiração tranquila e normal.

- Passar quase duas horas correndo acima de 90% da frequência cardíaca máxima;

- Um cachorro vira lata correu conosco, hora mais à frente, hora mais atrás, quase toda a prova. Como ele consegue?;

- A infinidade de postos de hidratação tornam a prova bastante repetitiva e monótona, até certo ponto;

- O silêncio geral após o km15, restando apenas os barulhos das passadas, dão à parte final da prova um contorno sombrio;

- A maior parte das pessoas que assistem e falam com você incentivam que se termine a prova, quado, na verdade, isto é o que menos importa

para o corredor que tem uma meta de tempo;

- Há corredores que não estão preparados nem para fazer uma prova de 5km mas insistem em tentar os 21.

- Para quem mora no sul, 20 graus já é calor, para quem mora no nordeste, ainda é frio;

- Nunca vi tanto fotógrafo em uma prova. Eles estavam em todos os ângulos. Isto é que é ser famoso;


domingo, 12 de junho de 2011

Circuito PMC Etapa 2

Circuito de Corridas da Prefeitura Municipal de Curitiba SMELJ

Novamente um domingo muito frio(6-7 C.) e próprio para correr.
Meu joelho esquerdo continua a mesma porcaria o que não me impede de correr forte mas que aumenta meu tempo de recuperação.

Os primeiros cinco quilômetros foram muito fortes (23 min), o que já indicava uma prova sub-50 e talvez até com um tempo muito bom, mas os quilômetros finais foram de muitas subidas e a noite sem dormir me deixou cansado na parte final da prova fazendo o ritmo cair . Ainda assim terminei em 48:46, que é o meu terceiro melhor tempo nos 10 K.



domingo, 5 de junho de 2011

IX Corrida do Artilheiro

Mais um domingo de muito frio, 5 graus centígrados, e ótimo para correr.
IX CORRIDA DO ARTILHEIRO

Foi a primeira vez que fiz a corrida do exército chamada de Corrida do Artilheiro.
Ainda sentindo dores no joelho esquerdo fui um pouco receoso para a corrida.
Fiz um aquecimento mais demorado, dentro do quartel, de mais de dois quilômetros.
Escutamos o hino nacional e nos posicionamos para a largada. De última hora decidiram fazer a largada do feminino antes, com direito a tiro de canhão e tudo mais.
Logo em seguida foi a largada do masculino.
Procurei manter o ritmo mais estável no começo da prova sem afobamentos. Ainda assim fiz 4:30 de cara. Enfrentei algumas subidas no meio do caminho e fui apenas me mantendo próximo dos 5 min/km até o km6. Daí pra frente me senti melhor, com a respiração tranqüila e pude aumentar de novo o ritmo para 4:30 até o fim.
O tempo foi uma surpresa total pois tinha intenção apenas de fazer uma prova sub-50. Não esperava correr na casa dos 45min. Logo o mistério foi desvendado. A prova tinha 9,5 km e não 10 km devido a mudanças de última hora por conta de obras. Ainda assim foi um ritmo médio de 4:48, que somente perde para 4:46 da prova do Rebouças (47:09). Fiquei satisfeito com o recorde e o tempo. O joelho piorou um pouquinho mas não parece que seja preocupante. Tenho que acompanhar durante a semana.
Prova bem organizada, largada no horário, estacionamento, medalha e kit bacanas, trânsito paralisado, hidratação e apoio médico.

domingo, 29 de maio de 2011

10 milhas de Santa Felicidade CorriItaliaBrasile


Um frio danado nos incentivou com as 10 milhas de Santa Felicidade. Um dia muito propício para correr forte e baixar os tempos apesar das fortes subidas que enfrentei durante todo o percurso.
Os primeiros quilômetros foram somente descida em que aproveitei para soltar mesmo. Rodei entre 4 e 4:30. No terceiro quilômetro enfrentei um subida imensa em que o ritmo caiu bastante. Superada a subida voltei a rodar entre 4 e 4:30 até o km 7. Aí pegamos a temida subida do Barigui: 1,2 km e quase 100 m de elevação. Diminui, de maneira a correr bem sem me matar na metade da prova. Daí pra frente mantive o ritmo entre 5 e 5:15.
Fechei os 10 km em 50 minutos.
Encontrei a Lu e os meninos quase no final, lá pelo km 13.
Fechei com 1:15:40, melhorando quase 10 minutos meu tempo dos 15 km. Tinha feito a São Silvestre em 1:25:00














Ótima prova, bem organizada, com trânsito paralisado e bom apoio de hidratação.
Hoje testei as meias de compressão e os manguitos. Nota 10, aprovação total, me ajudaram bastante.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O esporte e as ilusões

O homem vive de ilusões. Alguns passam toda uma vida acreditando em mentiras e tentando fazer de conta que sua vida não é um fracasso.
O esporte tem uma característica de objetividade que destrói este tipo de ilusão. Kasparov dizia que gostava de jogar com os computadores porque eles não jogavam o tabuleiro no chão quando perdiam, mas até mesmo ele, quando perdeu para um computador, não foi capaz de agir dignamente e reconhecer a derrota.

Quando se está em uma prova de rua, correndo, qualquer ilusão se desfaz diante do esforço, da dor e da visível comparação que fazemos com outros atletas. O asfalto é, quase sempre, duro o suficiente para quebrar o ego e o orgulho próprio. O tempo e a colocação quando divulgados complementam a destruição, se é que ainda restava algo de ego.














Parece ruim? Não. É ótimo. É uma lição de vida incrível. É uma lição de humildade essencial!

Uma mente de campeão é aquela que não foge dos números e das comparações assim como não foge das competições. Mas também é aquela que está acima dos números e das comparações. Atingiu tal nível de maturidade que os superou. É capaz de olhar para a vida e para o esporte além dos resultados, dos treinos, das planilhas e dos adversários. Não tem mais a ilusão de ser insuperável, mas tem a convicção interna e a segurança para enfrentar o que vier, ainda que seja uma decepção. Uma mente de campeão também desconfia das próprias conquistas para se afirmar.

Ser campeão é vencer a própria mediocridade e superar a banalidade da vida.






quinta-feira, 19 de maio de 2011

Circuito Lua Cheia - 5a Etapa

Finalmente a Lua Cheia apareceu e o frio também.

Fiz a Corrida da Lua Cheia debaixo de um frio de 6C. Mais um treino de velocidade.
Baixei alguns segundos o meu melhor tempo e fiz 19:56, com pace de 4:40.
Quarto Lugar na categoria e Décimo Quinto Geral.