Uma prova caótica do início ao fim.Várias vezes me perguntei "o que estou fazendo aqui?".
Começou pela falta de informação sobre o percurso e local de largada. Chegando lá, percebi que ainda estavam montando os stands e sinalizando (parcialmente) o percurso. Peguei o kit (camiseta e número de peito) e fui para a área de transição. Lá, ninguém sabia de onde chegava e pra onde ia. Escolhi o lado mais provável e me dei bem. Sempre se chega da corrida por um lado e sai com a bike pelo outro. Não dessa vez. A chegada e a saída eram pro mesmo lugar. Isso significou que , por diversas vezes, havia cruzamento de gente chegando e saindo, fora o espaço pra transitar com a bike que era minúsculo.
A largada, como de costume, atrasou 30 minutos e quando aconteceu ainda não sabíamos muito bem o percurso.

Os primeiros 3 km da corrida foram terríveis.
Começavam com uma subida imensa de 1 km. Era simplesmente inacreditável que colocassem uma subida tão forte logo no começo em que o atleta está se adaptando ao ritmo de prova e depois quando faz a transição bike/run.
Bem, o segundo quilômetro não foi diferente. Passamos por barro e no meio dos carros, caminhões e ônibus. O tráfego não foi paralisado. Além de tudo, tivemos a viatura da polícia, buzinando atrás e disputando o espaço com os atletas.O percurso da bike consistia em duas voltas de 10 km. Também estava mal sinalizado. Quando passei na primeira curva e dobrei à direita, o (des)organizador veio em minha direção gritando "vai reto, vai reto". Não sei o que ele quis dizer mas o fato era que eu tinha que ter dobrado mesmo à direita.
No final dos primeiros 5 km havia uma subida interminável que me desgastou demais. Retornei pelo mesmo caminho, voltando e passando pela linha de chegada para mais uma volta. Após a linha de chegada havia uma pirambeira com buraco pra todo lado. Se houvesse uma prova pra ver quem acerta mais buracos eu ganharia com certeza. Chegou uma hora que achei que fosse cair. O resultado disso foi que quando terminei a descida, escutei um barulho da parte debaixo da bike, quando olhei vi que o suporte e a caramanhola haviam se desprendido. Acenei para um dos voluntários juntar que depois eu pegava e segui em frente. Dois quilômetros adiante nova surpresa. Três cachorros avançaram em dois cavalos com seus respectivos cavaleiros e voltaram para o lado da estrada em que eu estava. Desviei de um mas peguei o outro em cheio. Quase caio de novo. Inacreditável. E assim foi até o fim da volta.

No retorno para a corrida, de novo aquela subida imensa, logo após a transição, estava insuportável. Não conseguia correr. Fiz um esforço tremendo para superar porque atrás vinham competidores. Depois do segundo quilômetro consegui correr de novo e fechei a prova com 1:18, tempo bem acima do previsto mas considerando as dificuldades, até que foi razoável.

Fiquei em 11. geral da MB e primeiro na categoria, que só tinha 2, mas o segundo era um valoroso combatente.

Corri aborrecido, com o coração ruim.
Estou cansado dessas provas mal organizadas. Os dois duathlons desse mês foram uma vergonha em termos de organização. Dizer que não tem patrocínio e que só com as inscrições não dá, é desculpa. Organização não precisa de dinheiro e sim de comprometimento e planejamento.
Bom, primeiramente parabéns pela sua prova e perseverança Fernando.
ResponderExcluirNão participei de nenhum Duathlon ainda, mas é triste ver a falta de comprometimento e organização numa prova que é para ser um momento agradável, de superação e conquista, e pelo que você falou a prova foi de desvios de buracos, cachorros, cavalos, ônibus, caminhões, entre outras coisas, como uma amiga me falou que passou a polícia desgovernada querendo passar por todos e quase atropelou sua sobrinha.
Penso da seguinte forma, se for para organizarem provas que prejudiquem os atletas, então nem façam, pois os atletas saem com lesões, stress, raiva e muitas outras coisas que não é a ideia de uma prova dessa, uma prova saudável.
Mas uma vez parabéns pela prova e por ido até o fim, e concordo com o que você disse.
Tenha uma ótima semana.
Abraço.
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ResponderExcluirFernando, parabéns pelo 11 geral. Concordo com todas suas palavras, eu vi quando você atropelou o cachorro pretinho, eu estava na pista contrária tentando ultrapassar os cavalos. Lamentável isso.
ResponderExcluirComo você disse, não precisa de dinheiro para haver organização,em todos os aspectos deixou a desejar, imagine, o carro da polícia correndo buzinando atrás dos atletas, naquela subida imensa de 1km, pensei até que tivesse acontecido alguma coisa lá na frente, na verdade só queriam passar e nisso quase atropelando uma corredora que teve que correr rápido para a calçada. Onde estava a segurança? Vergonhoso.
Fernando, eu estava lá e concordo com você também.
ResponderExcluirFoi o meu primeiro Duathlon e sofri demais...
Pensei até em não entrar mais nesse tipo de prova e ficar somente nas corridas de rua.
O que me motiva a continuar são os meus amigos e amigas que também estavam lá ontem. Aprendemos muito uns com os outros e todos com essa prova.
Vamos nos preparar melhor para provas desse tipo.
Então, até a próxima!
Pois é, meus caros, nós atletas estamos com poucas boas opções para os duathlons. Esperamos que as coisas melhorem para podermos nos motivar e continuar treinando e competindo. Eu, particularmente, espero que a FPTRI(Federação) tome medidas para que as provas sejam mais organizadas.
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